quinta-feira, 23 de junho de 2016

E assim foi a Cavalgada do Sertão ao Mar: Pelos Caminhos da Estrada Real


Confira abaixo alguns textos que foram divulgados ao logo do percurso da Cavalgada do Sertão ao Mar - Pelos Caminhos da Estrada Real, citando momentos e locais por onde os cavaleiros passaram durante esta grande aventura, idealizada por José Henrique Meireles Castejon e Paulo Junqueira Arantes.
 
Textos: Luciene Gazeta

Cavalgada do Sertão ao Mar: Primeira semana

O Primeiro trecho percorrido pelos quatro cavaleiros iniciou-se pelo CAMINHO DOS DIAMANTES em DIAMANTINA, no dia 09 de maio. Esta saída, os quatro cavaleiros contam com a companhia de uma quinta cavaleira, Beatriz Biagi Becker, que os acompanhará nos primeiros dias desta grande jornada.  Diamantina dispensa apresentações por sua beleza histórica e mais de 30 pontos turísticos para se visitar e conhecer, entre eles, a Serra do Espinhaço, a Basílica Sagrado Coração de Jesus, a Cachoeira das Fadas e o Caminho dos Escravos, cuja estrada era usada pelos tropeiros no transporte de cargas e diamantes.


Foto: No dia 09 de maio, os cavaleiros receberam a benção do Bispo de Diamantina 

(Crédito: divulgação facebook)


Dia 10 de maio os cinco cavaleiros passaram por Gonçalo do Rio das Pedras, Milho Verde e Três Barras, aonde além das paisagens exuberantes, cachoeiras e igrejas são alguns atrativos. Em São Gonçalo do Rio das Pedras, o turista encontra o Pico do Raio, por exemplo, em Milho Verde, o Chafariz das Goiabeiras aonde, diz a lenda, que Chica da Silva se banhava no local.

Em seguida, dia 11 de maio, o roteiro da cavalgada passou por Serro, cidade famosa pelo queijo, seguido das cidades de Alvorada de Minas e Itapanhaoacanga. Nesta localidade, as paisagens são deslumbrantes e pode-se apreciar as vistas para a Serra do Monteiro e Serra do Sapo.

Santo Antonio do Norte e Córregos foram as próximas passagens dos cavaleiros, dia 12 de maio. As cidades ainda apresentam características do período colonial, valorizando muito a arquitetura local. Santo Antonio do Norte faz parte do circuito nacional Serra do Cipó.

Dia 13 de maio, sexta-feira, os cavaleiros chegam em Conceição do Mato Dentro, local que apresenta cerca de 15 pontos turísticos entre eles, a Cachoeira Rabo de Cavalo, que possui 170 metros de queda dividida em três saltos, formando um grande poço cercado de pedras em meio à beleza exuberante da região.

No fim de semana, a Cavalgada parte rumo a Morro do Pilar e Itambé do Mato Dentro.




Cavalgada do Sertão ao Mar:
Caminho dos Diamantes já foi concluído

Este trecho da cavalgada durou duas semanas e a segunda semana passou por Morro Pilar, Parque Nacional da Serra do Cipó, Catas Altas e Cocais. Acompanhe!


Foto: Bicame de Pedra, condutor de água na época do império século 18, +- 1730, entre Santa Bárbara e Catas Altas (Divulgação facebook)

A Cavalgada Histórica “Do Sertão ao Mar – Pelos Caminhos da Estrada Real”, já percorreu os primeiros 400 quilômetros do primeiro trecho, que compreendeu o caminho completo dos Diamantes, tendo início dia 09 de maio em Diamantina e concluído dia 19 de maio em Mariana e Ouro Preto. Este caminho concentra 73,5% de estrada de terra sendo que 178km compreendem subidas e descidas.

A segunda semana da Cavalgada começou dia 14 de maio em Morro Pilar, aonde os cavaleiros e os animais pernoitaram, para descansar da primeira semana da cavalgada. O Parque Nacional da Serra do Cipó fica ao lado de Morro Pilar. Esta importante reserva natural brasileira compreende um território de 34 mil quilômetros e reúne 109 cachoeiras em sua extensão!

Em seguida, dia 15/05, os cavaleiros partiram para Itambé do Mato Dentro, aonde pernoitaram e, no dia seguinte, partiram para Senhora do Carmo e Ipoema, aonde se encontra o Museu do Tropeirismo, localizado no centro da cidade de 2.700 habitantes. O acervo do museu reúne 500 objetos relacionados a vida tropeira e, aos sábados, realiza famosas rodas de viola.

Bom Jesus do Amparo e Cocais foram as cidades por onde o quarteto passou dia 16 de maio. Cercada de montanhas e belíssimas paisagens, Cocais fica a 100km de Belo Horizonte e caracteriza-se por uma típica cidade mineira, muito acolhedora. No dia seguinte, 17/05, os cavaleiros pernoitaram em Barão de Cocais (distrito de Cocais) e visitaram Santa Bárbara, antes de partir para Catas Altas, no dia 18/05, aonde também fizeram um pouso, uma cidade pacata com casas coloniais, ruas de pedra e igrejas coloniais, algumas inclusive com obras de Aleijadinho e Mestre Ataíde e, posteriormente, partiram para Morro da Água Quente e Santa Rita Durão. “O que muito nos impressionou neste caminho é que nos deparamos com uma estrada muito precária, sem conservação e sinalização ausente. É muito triste deparar com esta realidade, devido à importância histórica da Estrada Real. Inclusive, há uma solicitação para construção de uma pista paralela até o distrito de Carmo desde 2014, que infelizmente, ainda não foi construída”

Em seguida, a cavalgada passou pelas cidades que sofreram o maior desastre sócio ambiental do Brasil em novembro de 2015, com o rompimento das barragens de Fundão: o subdistrito de Bento Rodrigues, que foi um importante centro de mineração do século XVIII, Camargos e também, a importantíssima cidade de Mariana, cidade que já faz parte do Caminho do Ouro. Com mais de 300 anos de existência, foi a primeira capital mineira e abriga a maior mina de ouro do mundo: a Mina da Passagem, que possui 315 metros de extensão e 120 metros de profundidade. Porém, ao passar por estas três cidades, a equipe da cavalgada não pôde admirar as belas paisagens ou desfrutar do conhecimento histórico local. “Nestes trechos, aonde ocorreu o desastre ecológico, precisamos colocar os cavalos em um caminhão para cruzá-los, não sendo possível passar por eles cavalgando”, comentou o cavaleiro Paulo Junqueira Arantes.

Assim, a Cavalgada do Sertão ao Mar cumpriu a primeira etapa dos quatro caminhos, encerrando o Caminho dos Diamantes, e a próxima etapa dos cavaleiros foi rumo a Ouro Preto, de onde o quarteto partiu para desbravar o Caminho Velho ou Antigo Caminho do Ouro, que será abordado no próximo texto!


Foto por onde passou a Cavalgada do Sertão ao Mar
(Crédito: Frederico Simioni)

______________________________________________________________________________

Cavalgada do Sertão ao Mar:
Caminho do Ouro abriu a terceira semana de aventura

O Antigo Caminho do Ouro – ou Caminho Velho -  foi o primeiro caminho aberto pela coroa Portuguesa para ligar o litoral do RJ à região mineira produtora de ouro. Na época o trajeto levava 60 dias a cavalo para ser percorrido. Os cavaleiros prevêm 20 dias para completa-lo, o que confirma a incrível resistência dos cavalos Mangalarga.


Foto da antiga Coudelaria Real, visitada pelos cavaleiros
(Crédito: Paulo Junqueira Arantes)

Saindo de Mariana, os quatro cavaleiros partiram desbravar os próximos 700 quilômetros que compõem o trecho completo do Antigo Caminho do Ouro, que parte de Ouro Preto rumo a Paraty/ RJ. Metade deste trajeto (320km) é composto por subidas e descidas e 82,5% é estrada de terra. Dia 19 de maio, os cavaleiros passaram por Cachoeira Alta rumo a Santo Antonio do Leite no dia 20 e 21 de maio, aonde pernoitaram. Esta cidade data de 1822, quando se tem sinais das primeiras casas e quando muitos escravos alforriados se alojaram aos poucos no local.

Nestes dias, os cavaleiros passaram também por Engenheiro Correa, Miguel Burnier, Lobo Leite e Cachoeira do Campo, aonde visitaram o prédio da Antiga Coudelaria Real, edificação construída em 1730 para ser o Quartel da Cachoeira, teria recebido Tiradentes em 1789, durante a Inconfidência Mineira. O prédio foi transformado em Coudelaria em 1819, sendo adaptado para receber os cavalos que vinham do Reino para o Brasil, assinando um importante momento da história do Mangalarga. Ali, o Barão de Alfenas, precursor da raça Mangalarga no Brasil, mantinha um cavalo não pertencente ao local, conforme registros da Coudelaria datados dos anos 1821 a 1827. Desde 2102, a construção abriga o Centro Dom Bosco, e em 2014 foi tombado pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural como Monumento Simbólico de Minas Gerais.

Os próximos dias de Cavalgada do Sertão ao Mar foram intensos e atravessaram mais cidades de importância histórica. Dia 22/05, a cavalgada passou por Congonhas do Campo, que reúne o maior conjunto da arte barroca mundial e o apogeu da criatividade do mestre Aleijadinho, um escravo alforriado que buscava na leitura da Biblia a inspiração para suas figuras. A cavalgada percorreu nesta mesma data, também, as cidades de Alto Maranhão, Pequeri e São Brás do Suaçui, antes de entrar em Entre Rios no dia 23/05, cidade berço da raça de cavalos Campolina. No dia seguinte, 24/05, os cavaleiros partiram para Lagoa Dourada, conhecida por ser a capital nacional do legítimo rocambole, aonde fizeram um pouso. Em seguida, partiram para Prados, cidade que ostenta como mais belo cartão postal a imponente Serra São José, com 12 quilômetros de extensão, que se tornou uma Área de Preservação Ambiental APA.


Foto: Hornero e Honrado da Vassoural esperando o trem passar

(Crédito: Divulgação facebook)


Dia 25 de maio a Cavalgada do Sertão ao Mar chegou finalmente à famosa Tiradentes, cidade histórica de onde extraiam-se centenas de quilos de ouro, sendo um grande pólo turístico de Minas Gerais, atraindo turistas do mundo todo por conta de seu clima ameno, seu acervo turístico, recreativo e cultural de dar inveja, entre eles, a Mostra de Cinema de Tiradentes e o Festival Internacional de Cultura e Gastronomia. Neste mesmo dia, os cavaleiros visitaram também Santa Cruz de Minas e São João Del-Rey, partindo no dia 26 de maio para São Sebastião da Vitória, cidade que ostenta como principal produto gastronômico o pão de queijo, e realiza anualmente o Festival do Pão de Queijo para atrair turistas e valorizar a economia local. Os cavaleiros passaram também por Caquende e Balsa, antes de seguir para Capela do Saco, dia 27 de maio, distrito que faz parte de Carrancas e é banhado pelo Rio Grande, um dos principais rios de Minas Gerais.

A próxima parada acontecerá, justamente, na cidade de Carrancas, por onde passam 70 km da Estrada Real, continuando o percurso do Caminho do Ouro dando início a quarta semana de cavalgada.

______________________________________________________________________________
Cavalgada do Sertão ao Mar:
Paraty encerrou trecho do Caminho Velho-Caminho do Ouro

A cavalgada Do Sertão ao Mar – Pelos Caminhos da Estrada Real está bastante adiantada! No fim de semana de 04 e 05 de maio, os cavaleiros completaram os 710km do Caminho Velho, quando chegaram a Paraty/ RJ.
Veja como foi esta etapa da aventura!



Foto dos cavaleiros na chegada em Paraty – Crédito: Nietmann

Antes de concluírem a terceira semana de cavalgada, os cavaleiros visitaram, próximo à cidade de Prados/MG em Dores de Campos, a Selaria Pasfil, uma das empresas apoiadoras da cavalgada Do Sertão ao Mar. “A Pasfil soma mais de 30 anos de existência, sendo uma das maiores e mais antigas selarias da cidade. Única com certificação do Exército Brasileiro  e fornecedora da cavalaria das Policias Militares de quase todos estados brasileiros” ressaltou Paulo Junqueira Arantes.

Após saírem de Carrancas, no dia 28 de maio, os cavaleiros partiram para a cidade de Cruzília dia 30 de maio, um município que se destaca pelas fazendas centenárias, pontos turísticos repletos de histórias e cultura local, que configura a cidade como ótima opção de férias em família no Estado de MG: perto da natureza e longe dos grandes centros. Além disto, Cruzília é considerada o berço dos cavalos Mangalarga e Mangalarga Marchador e abriga o Museu Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador, inaugurado em 2012 no Casarão da Fazenda Bela Cruz. Saindo de Cruzília, no dia 31/05 os cavaleiros partiram rumo a Baependi, Caxambú e São Lourenço, cidades que fazem parte do Circuito Turístico das Águas de MG. É da água que vem a história de Caxambú, cujo nome em tupi teria a tradução semelhante a “água que borbulha”, em referência às fontes escondidas nas matas. São Lourenço tem o maior parque hoteleiro deste Circuito e Baependi é uma das mais antigas cidades mineiras, remanescente do ciclo do ouro.

O mês de junho começou dia 01/06 com os cavaleiros chegando a Pouso Alto, São Sebastião do Rio Verde, Capivari e Itamonte. Em Pouso Alto, há aproximadamente 409km de BH, encontra-se a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, que possui imagens sacras centenárias e um estilo eclético bem conservado. O principal atrativo turístico de São Sebastião do Rio Verde é, justamente, o Rio Verde, aonde é possível praticar pesca, canoagem e até natação, devido às pequenas prainhas em sua extensão. Outra cidade que propicia a prática de esportes é Itamonte, aonde a Pedra do Pico, com mais de 2150 metros de altitude, é um convite para a prática de escalada, cavalgada, ciclismo e trekking. Em seguida, a cavalgada Do Sertão ao Mar partiu rumo a Itanhandú e Passa Quatro, sendo que se localiza nesta cidade, uma Maria Fumaça Badwin de 1929! E Itanhandu integra o Circuito Turístico Terras Altas da Mantiqueira. Neste trecho, os cavaleiros passaram pelo Túnel da Mantiqueira, construído em 1882 por determinação do Imperador Dom Pedro II, para fazer a ligação entre os Estados de São Paulo e Minas Gerais para servir a Estrada de Ferro Minas e Rio, sendo também, local estratégico na Revolução Constitucionalista de 1932, na qual foi frente de batalhas. “A passagem do túnel, na divisa dos Estados, não foi muito fácil e os cavalos Mangalarga, mais uma vez, mostraram seu preparo e sua coragem. Foram 1400 metros de travessia no escuro, com o som das patas dos nove cavalos criando um barulho forte. Os cavalos tiveram que caminhar no meio dos trilhos, sobre pedras e os dormentes. Experimentamos deixar soltos os cavalos puxados mas não deu certo, pois eles passaram dos cavaleiros e, depois, retornaram, criando uma grande confusão no espaço estreito do túnel”, lembrou o cavaleiro Paulo Junqueira Arantes.


 Foto: Túnel da Mantiqueira (Crédito: Paulo Junqueira Arantes)

Foi então, que o Estado de Minas Gerais ficou para trás, no trecho do Caminho do Ouro, e no dia seguinte, 03/06, os cavaleiros passaram por Vila do Embaú, uma das mais antigas da região, e Cachoeira Paulista, cidade que recebe muitos turistas religiosos devido a presença da comunidade católica Canção Nova e o Santuário de Santa Cabeça; e por fim, Canas, cidade que recebeu imigrantes italianos em 1887 para plantar canas. Em seguida, os cavaleiros partiram para duas cidades da região do Vale do Paraíba: Lorena, terra das palmeiras imperiais, que contabiliza construções de meados de 1700 como a Catedral Nossa Senhora da Piedade. Partindo para Guaratinguetá, terra de Frei Galvão, o primeiro santo católico brasileiro, aonde encontra-se a Catedral de Santo Antônio, datada de 1630, que possui um altar em estilo barroco misturado ao rococó mineiro com uma imagem em tamanho natural de Frei Galvão!

O ritmo da cavalgada deu uma boa adiantada e os cavaleiros começaram a descida da serra rumo a Paraty, quando passaram por Rocinha e Cunha, uma cidade localizada já na Serra do Mar, originária de 1695 e repleta de pousadas charmosas e com um cenário que causa encantamento nos turistas. Na história desta cidade, conta-se que no início do século XVIII, a grande movimentação de tropas pelo local atraiu bandidos e saqueadores atraídos pelo ouro que vinha de Minais Gerais, para embarcar em Paraty, rumo a Portugal. A cidade também foi palco da revolução Constitucionalista de 1932.

Finalmente, no fim de semana de 04 de junho, os cavaleiros chegaram a Paraty, finalizando o encantador e extenso Caminho do Ouro nesta paradisíaca cidade do século 17. A famosa igreja de Nossa Senhora dos Remédios é um dos ícones da cidade, sendo construída em 1873 em estilo neoclássico. Localizada em uma baía que reúne mais de 300 praias e dezenas de ilhas, Paraty exercia, no Caminho do Ouro, a função de entreposto fiscal. A Estrada Real da cidade foi construída pelos escravos entre os séculos XVII e XIX, a partir de trilhas dos índios guaianazes, e atualmente está bastante preservada e se encontra envolta pela exuberância da Mata Atlântica do Parque Nacional da Serra da Bocaina.  Porém, a visitação só é permitida com guias autorizados, pois o Caminho hoje passa por propriedades particulares. “Tem lugares que tu sentes mais perto de Deus!”, exclamou José Henrique Castejon, ao completar mais este caminho da cavalgada.

Partindo de Paraty esta semana, dia 06/06, os cavaleiros iniciam o terceiro caminho da Estrada Real: o CAMINHO NOVO, que segue de Petrópolis/RJ a Ouro Preto/ MG! Acompanhe nos próximos textos momentos incríveis desta grande aventura! 




Cavalgada do Sertão ao Mar:
Caminho Novo já foi desbravado, completando 1.500km de história!

A terceira etapa da saga histórica desbravando o Caminho Novo durou 18 dias de junho: os cavaleiros partiram de Porto Estrela/RJ rumo a Ouro Preto no início do mês, percorrendo um trecho de 515 quilômetros concluindo mais este caminho. Agora, a cavalgada Do Sertão ao Mar – Pelos Caminhos da Estrada Real está próxima de chegar ao final!

Foto: Casa do Quinto – Ouro Branco/ MG (Divulgação Facebook)



Em 1669, uma Carta-Régia endereçada a Artur de Sá Menezes, então Governador da Capitania do Rio de Janeiro, autorizava a abertura do novo caminho para facilitar o transporte do ouro e pedras preciosas de Minas Gerais para o Rio de Janeiro, evitando o antigo caminho. Nascia, assim, o Caminho Novo, que se inicia em Porto Estrela e Magé/RJ, construído com objetivo de tornar a viagem a Ouro Preto/MG mais rápida do que o Caminho Velho. O trajeto completo soma 515km e 63% dele é formado por estrada de terra. Magé era passagem obrigatória para quem subia a serra de Petrópolis e para o transporte de cargas.

Dia 09/06, a cavalgada passava por Petrópolis, Itaipava, Pedro do Rio e Secretário. Neste trecho destaca-se Petrópolis, que foi capital do Estado durante 9 anos e chamada “cidade imperial” devido sua história com o Brasil, tendo abrigado a primeira estrada ferroviária do país. Entre as construções históricas do local, está a Casa da Princesa Isabel. Em seguida, os cavaleiros andaram 41 quilômetros e passaram por Inconfidência, Queima Sangue e Paraíba do Sul, cidade aonde, em meados de 1681, Garcia Rodrigues Pires, filho do Bandeirante Fernão Dias, vislumbrou e iniciou a abertura do Caminho Novo em 1683.

No dia seguinte, 10/06, os cavaleiros deixavam o Estado do Rio de Janeiro para trás e começavam a cavalgada pelas terras de Minas Gerais ao passarem por Simão Pereira e Matias Barbosa, cidade cujos registros históricos, abrigava postos de fiscalização e alfândega interna e onde eram cobrados os tributos das mercadorias pela Coroa Portuguesa.

O próximo destino da Cavalgada do Sertão ao Mar foi Juiz de Fora, que dá acesso ao famoso Parque Estadual de Ibitipoca, seguido do município de Ewbank da Câmara que, ao lado da Estação Ferroviária, abriga uma “gruta abençoada”, segundo narrativa dos nativos do município; outra cidade por onde a cavalgada passou foi Santos Dumont, terra natal do pai da aviação Alberto Santos Dumont, cujo berço de nascimento, a fazenda de Cabangu abriga atualmente um museu que traz toda sua história, sendo muito visitado na cidade.

Saindo de Juiz de Fora, os cavaleiros partiram rumo a Antônio Carlos; porém, um pouco antes, entre Santos Dumont e Antônio Carlos, os cavalos marcharam por quase 6 horas sem encontrar água corrente pelo caminho. “Quando paramos para dar água para os animais, Hornero da Vassoural tomou água de bica do Chafariz da Serra, sendo necessárias várias viagens d´água numa pequena vasilha plástica improvisada”, recordou José Henrique Meirelles Castejon.

Em seguida, na manhã de 14 de junho, saindo rumo a Barbacena, eles enfrentaram um frio de 7 graus. Cavalgaram passando por Barbacena e Ressaquinha e, no Bairro Ressaca, avistaram a restauração da Igreja Nossa Senhora da Glória. “Pelos Caminhos da Estrada Real passamos por muitas igrejas lindas, as vezes suntuosas outra vezes simples, mas todas com sua beleza. Muitas, datam da época de Colônia do Brasil. Interessante notar a importância da religião nestas épocas, representada por todas estas igrejas ao longo dos 4 Caminhos. Notamos que qualquer bairro tem sua igreja”, complementa Zé Henrique.

Passando por Conselheiro Lafayete, dia 18 de junho, os cavaleiros enfrentaram mais uma manhã gelada, amanhecendo com 5º. Esta cidade abriga a jazida de manganês do Morro da Mina, considerada na década de 40 a maior do mundo na extração deste minério. Em 20 de junho, a tropa partiu para Ouro Branco – município que possui suntuosas construções setecentistas, como a Matriz da Santo Antônio de Ouro Branco, que apresenta claramente a arquitetura religiosa do século 18 marcada pelas obras de Aleijadinho. Ainda neste município, os cavaleiros visitaram a Casa do Quinto, na Fazenda Carreiras, local onde os portugueses cobravam o imposto - o quinto - quando o ouro "descia" para Paraty.

Em seguida, a tropa rumou para Lavras Novas, cidade originária da miscigenação dos quilombos com as milícias do período colonial – retornando a Ouro Preto novamente no dia 21 de junho, e encerrando os últimos 35 quilômetros do Caminho Novo da Estrada Real visitando a Igreja São Francisco de Assis, protetor dos animais!

Dia 22 de junho, os cavaleiros e a tropa descansam na Fazenda Recanto da Montanha, aonde recarregam as energias para finalizar os últimos dias da Cavaldada do Sertão ao Mar. De lá, partem rumo ao Caminho do Sabarabuçu, com 160 km de Glaura a Cocais, previsto para ser concluído em apenas 5 dias – trecho final que será abordado no texto 6, narração final desta grande aventura!

Foto: Momento que o cavaleiro leva água para Hornero da Vassoural, em uma vasilha improvisada(Divulgação Facebook)
___________________________________________________________________________

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Mangalarga Beabisa na Estrada Real

Mangalarga Beabisa na Estrada Real

Desde 9 de maio, sete cavalos Mangalarga estão na Estrada Real, participando de uma cavalgada histórica com duração de 51 dias, cruzando três estados brasileiros: MG, SP e RJ. Esta cavalgada, chamada “Do Sertão ao Mar, Pelos Caminhos da Estrada Real” é composta pela tropa da Beabisa. Conheça estes animais!


Crédito: Fagner Almeida

Diamantina/MG foi o ponto de partida para quatro cavaleiros em uma emocionante aventura: percorrer os 1.780 quilômetros da histórica Estrada Real que corta os Estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, numa cavalgada com previsão para durar 51 dias. E os cavalos que foram selecionados para esta empreitada são da raça Mangalarga, mais especificamente da marca B do plantel Beabisa, da Fazenda Vassoural, em Pontal/SP, cidade vizinha de Ribeirão Preto. A raça Mangalarga é uma raça brasileira que teve origem no nosso pais na época da Península Ibérica, tendo sido trazido para cá pelos colonizadores. Conhecidos por seus atributos de resistência e agilidade, o Mangalarga é um animal de sela por excelência, sendo muito empregado tanto para o trabalho como para os esportes e lazer com um andamento característico da raça: a marcha.

Os sete animais Mangalarga escolhidos criteriosamente para serem as estrelas desta cavalgada possuem características bastante comuns e marcantes, pois a maioria são irmãos por parte de pai e têm como mães éguas de valores genéticos superiores no plantel da Beabisa. Em geral, são animais de excelente temperamento, muito mansos, cômodos e funcionais para as cavalgadas, além de serem também rústicos e resistentes a longos percursos. Desta forma, pode-se concluir que a escolha dos cavaleiros para esta aventura foi bastante acertada.

Os dois animais da marca B que pertencem ao cavaleiro Paulo Junqueira Arantes,  são os mais experientes da cavalgada “Do Sertão ao Mar pelos caminhos da Estrada Real” - Elmo do Vassoural e Garantido do Vassoural. Bia comenta que estes dois cavalos já acompanharam o Paulo cavalgando em vários estados do Brasil, sendo seus cavalos de confiança:
  • Ø  Elmo do Vassoural – Nascimento 03/01/2004, filho de Regalo JO (TE) X Raissa do Vassoural – Avó Materna Macadâmia do Vassoural
  • Ø  Garantido do Vassoural – Nascimento 21/01/2006, filho de Boto do Vassoural X Jamaica N.S – Avó materna Bruma J.O.


Outros dois cavalos da marca B que pertencem ao cavaleiro José Henrique Castejon são Honrado do Vassoural e Horneiro do Vassoural. De acordo com Bia, são dois animais brilhantes, de muita potência e funcionalidade e que já participaram de muitas provas representando a Beabisa.
  • Ø  Honrado do Vassoural: Nascido em 09/01/2007, filho de Paulistano da São    Conrado X Vinólia da Vassoural – Avó materna Oração da Vassoural
  • Ø  Horneiro do Vassoural: Nascido em 13/12/2006, filho de Paulistano da São Conrado X Macadâmia do Vassoural – Avó Materna Tramela.


Júpiter do Vassoural e Ianque do Vassoural são mais dois cavalos presentes na Cavalgada do Sertão ao Mar. Neste ano de 2016, ambos participaram das apresentações do Global Equus International 2016 em Porto Feliz/SP. Bia destaca que ambos são emprestados da equoterapia e, por isso, são muito mansos e dóceis pois participam de trabalho com crianças, sendo parceiros de estrada. Inclusive, ela recorda que montou o cavalo Ianque do Vassoural na primeira semana desta Cavalgada:
  • Ø  Jupiter do Vassoural: Nascido em 05/02/2009, filho de Regalo JO (TE) X Dengosa do Vassoural (TE) – Avó materna Tiara do Vassoural
  • Ø  Ianque do Vassoural: Nascido em 09/02/2008, filho de Regalo JO (TE) X União do Vassoural – Avó materna Onça do Vassoural


O último animal a destacar é MANGARITO DO VASSOURAL. “É o cavalo mais jovem da equipe, que apresenta um ótimo temperamento de sela, amadurecendo nesta cavalgada”, finaliza Beatriz:
  • Ø  Mangarito do Vassoural: Nascido em 05/12/2010, filho de Regalo JO (TE) X Jaffa DL (TE) – Avó materna Florida DL (TE)


A tropa Beabisa

A seleção Beabisa iniciou-se em 1975 e, desde então, é conduzida com o objetivo de produzir animais funcionais e que apresentam bom andamento, temperamento de sela, docilidade e rusticidade. O plantel consolidou-se desde o início como um grande sucesso, sempre participando das principais pistas da raça e conquistando posições importantes. Devido à imensa docilidade e o manejo diferenciado dos equinos Mangalarga, que tem como um dos principais objetivos o bem-estar animal, os trabalhos com os cavalos Mangalarga também foram direcionados para o projeto social da Associação Equoterapia Vassoural.



_____________________________________
Luciene Gazeta

Jornalista/ Relações Públicas
Matriz da Comunicação Assessoria de Imprensa
E-mail:
Luciene@matrizdacomunicacao.com.br
Fones: (15) 9-9112-0989 – (15) 3411-9669
Acesse:
www.Facebook.com/Matriz.da.Comunicacao



quarta-feira, 27 de abril de 2016

Cavalgada de 1780 km promoverá o bem-estar animal

Cavalgada de 1780 km promoverá o bem-estar animal

A partir do dia 9 de maio, quatro cavaleiros iniciam uma jornada de 51 dias na cavalgada “Do Sertão ao Mar Pelos Caminhos da Estrada Real”, que percorrerá 1780 quilômetros de três Estados brasileiros: MG, SP e RJ.  Em todo percurso, a atenção estará voltada ao bem-estar dos nove cavalos que compõem a expedição, com ações pontuais sendo aplicadas e mensuradas durante todo trajeto.

Teste com bolas de pilates, lançadas na direção do cavalo para medir reações
 (Marcelo Mastrobuono)
A paixão pela cavalgada somada a um caminho histórico, repleto de belezas naturais exuberantes, uniu quatro cavaleiros experientes: José Henrique Castejon, Paulo Junqueira Arantes, Sergio Lima Beck e Frederico Castejon Simioni em uma aventura prevista para durar 51 dias, na Cavalgada denominada: “Do Sertão ao Mar, Pelos Caminhos da Estrada Real”. O quarteto parte para a aventura no dia 9 de maio saindo de Diamantina/MG com dois grandes objetivos principais:  ressaltar a importância do bem-estar animal e incentivar a valorização do patrimônio histórico-cultural dos quatro caminhos da Estrada Real, por intermédio do turismo equestre. Os cavaleiros passarão por cenários históricos em 60 cidades, dentre elas, começando por Ipoema, Catas Altas, Mariana, Ouro Preto (Caminho dos Diamantes), em seguida Congonhas do Campo, Tiradentes, São João Del-Rey, Cruzlia, Caxambu, Cunha, Paraty (Caminho Velho), Petrópolis, Juiz de Fora, Barbacena, Lavras Novas (Caminho Novo), Sabará e finalmente chegada em Cocais (Caminho Sabarabuçu).

De acordo com Frederico Simioni, um dos quatro cavaleiros e, também, responsável pela avaliação do bem-estar animal nos nove cavalos que participam da jornada, os animais quando bem tratados são mais fáceis de serem manejados e cavalgados. “Uma das formas de fortalecimento do vínculo entre cavalo e cavaleiro é a adoção das boas práticas de bem-estar animal, desta forma, aumentamos a frequência de interações positivas com os animais, tornando-os mais confiantes na presença do cavaleiro”, ressaltou Frederico, que é Zootecnista e contribui com trabalhos científicos ligados ao tema Bem-Estar Animal em parceria com universidades, como a FCAV-UNESP de Jaboticabal.

Sete profissionais renomados e experientes da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp de Jaboticabal, avaliarão o bem-estar animal desta cavalgada, sob dois aspectos fundamentais: comportamental e fisiológico. São eles Professor Dr. Mateus J.R. Paranhos da Costa e M.V. Pedro Henrique EstevesTrindade e Paula Moreira da Silva (Testes Comportamentais), Professor Dr. José Corrêa de Lacerda Neto, Msc. Nara Bernardi, Msc. Vinícius Canello e Msc. Karina Calciolari (Testes de esforço). Juntamente aos quatro cavaleiros, eles atuarão com objetivo de avaliar, de forma prática e eficiente, os procedimentos que foram definidos para esta cavalgada, com objetivo de assegur o bem-estar dos cavalos, mesmo após um dia de cavalgada intensa.  Com finalidade de preparar fisicamente os animais para a longa viagem, durante 105 antes do início da cavalgada, os 9 cavalos realizaram intenso treinamento, seguindo Plano de Condicionamento elaborado pelo médico veterinário Paulo Fasano. Exames clínicos e fisiológicos, foram realizados em 14 de abril para avaliar as condições dos cavalos, explica Simioni.

 Bem-Estar Animal antes, durante e após a cavalgada

O conceito de bem-estar animal foi definido pelo Prof. Donald Broom em 1986 como o estado de um indivíduo em relação as suas tentativas de se ajustar ao ambiente. De acordo com o Prof. Mateus Paranhos da Costa, este conceito pode ser aplicado a todos os animais, inclusive aos cavalos, considerando o estado dos animais durante os desafios enfrentados na cavalgada. As ações que serão realizadas para avaliar o bem-estar equino serão compostas por três fases: 1) exames clínicos gerais dos animais; 2) testes comportamentais e 3) Testes de esforço físico.  Os exames clínicos gerais dos animais e os testes ocorrerão antes e após a cavalgada e os testes de esforço físico, apenas antes da cavalgada. O objetivo destes testes é avaliar o bem-estar dos equinos, utilizando como indicadores parâmetros fisiológicos e comportamentais.

O exame clínico dos animais será realizado por um médico veterinário. Antes do início da cavalgada, os equinos serão submetidos a dois testes comportamentais: de aproximação e de reatividade ao medo. Nos testes de esforço físico, os cavalos são submetidos a avaliações em trilhas com percursos totalizando 40 km, sendo realizado mensurações como, por exemplo, frequência cardíaca e respiratória, coleta de sangue venoso dentre outros. Na etapa durante a cavalgada, serão realizadas duas avaliações: pesagem dos animais, a ser aferida uma vez por semana, e diário de bordo para avaliação diária de esforço físico, na qual o cavaleiro preencherá uma planilha que mensura sete variáveis, entre elas distância percorrida, topografia do solo e esforço físico.

“Quando o esforço físico for considerado leve, o esforço físico do dia seguinte poderá ser de moderado a intenso. Já quando for moderado ou intenso é indicado que no dia seguinte seja leve. Entretanto, quando for muito intenso indica-se que o animal tenha um dia de descanso”, explana Frederico Simioni. O professor Pedro Trindade que informa a vantagem dos testes comportamentais já serem validados previamente por outros grupos de pesquisa e serem muito utilizados no meio científico, além de serem simples e de fácil aplicação, tornando possível realiza-los em condições de campo, explica o professor. “Vamos comparar os testes que serão realizados antes e depois da cavalgada, para avaliar as mudanças e efeitos causados pela viagem no comportamento dos animais”, ele reforça. Já o professor Lacerda Neto enfatiza que “pelas variáveis fisiológicas analisadas pelo teste de esforço físico, pode-se avaliar qual o grau de condicionamento físico dos cavalos, e se estão aptos fisicamente para realizar a cavalgada”.

Frederico finaliza que é importante ressaltar que a cavalgada “Do Serão ao Mar Pelos Caminhos da Estrada Real” tem um caráter inovador ao estudar e avaliar o bem-estar animal pois, nas longas cavalgadas realizadas no Brasil, os cavaleiros geralmente dirigem a atenção para as condições físicas dos animais. Entretanto, segundo ele elucida, a questão do bem-estar animal é muito mais complexa do que seu condicionamento físico, por exemplo, envolvendo as reações de medo, a interação humano-animal e o reconhecimento de limites (físicos e psicológicos), dentre outros. 

MAIS INFORMAÇÕES:
Luciene Gazeta – Jornalista/ Relações Públicas
Matriz da Comunicação Assessoria de Imprensa
E-mail: Luciene@matrizdacomunicacao.com.br
Fone: (15) 9-9112-0989

Teste com obstáculos para avaliar o comportamento dos animais
 (Marcelo Mastrobuono)



quinta-feira, 24 de março de 2016

Quatro cavaleiros e um destino: Do Sertão ao Mar, pelos Caminhos da Estrada Real


A aventura dos cavaleiros começará dia 09 maio. Juntos, eles percorrem os 1780 km dos quatro caminhos da Estrada Real, que atravessam três Estados: Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, montando cavalos Mangalarga.

Nesta imagem, o cavaleiro José Henrique Castejon percorre o caminho da Estrada Real em 2014

Os objetivos são nobres: o primeiro é ressaltar a importância do bem-estar animal, seguido de incentivar a valorização do patrimônio histórico-cultural das antigas Estradas Reais, através do turismo equestre. Estes dois propósitos uniram o trio José Henrique Castejon, Paulo Junqueira Arantes, Sergio Lima Beck e Frederico Simioni para encarar a aventura de percorrer, durante 45 dias, os quatro trechos que compõem o caminho completo da Estrada Real.

Estes trechos dividem-se em quatro caminhos: Caminho dos Diamantes, Caminho Velho, Caminho Novo e Caminho de Sabarabuçu. No total, serão 60 cidades percorridas nos três estados e, entre elas, várias se destacam por sua importância histórica, arquitetura e obras como Diamantina, Ouro Preto, Paraty, São João Del Rey e Tiradentes. “Muitos trechos também se destacam por serem regiões que deram origem às raças de cavalos Campolina, Pêga e Mangalarga, que será a raça oficial da cavalgada. Importante também destacar que o percurso pelas trilhas possui paisagens deslumbrantes”, comenta Paulo Junqueira Arantes, empresário que compõe o trio e já realizou inúmeras viagens a cavalo em várias regiões do Brasil e exterior. Paulo contabiliza que a expectativa do trio é percorrer os quase 1800 quilômetros totais da Estrada Real em 51 dias, dividindo a aventura em um dia de descanso a cada 400 quilômetros. Neste dia de “repouso”, além do descanso da tropa, as ferraduras dos cavalos serão trocadas para assegurar o bem-estar dos animais.

“O Caminho da Estrada Real é a única estrada turística com demarcação e apelo histórico do Brasil, com histórias que remetem ao Brasil colonial, quando o ouro, a prata e diamantes percorriam estes trechos para serem transportados para Portugal”, ele reforça José Henrique Castejon, produtor rural, criador de cavalos de polo e ex- competidor deste esporte. Castejon comenta, com muito entusiasmo que, neste mês de março, os cavaleiros percorreram de carro este mesmo trecho para mapeamento prévio das paradas e dos descansos para os animais e ficou impressionado que, durante todos os dias que passou pelos Caminhos da Estrada Real, não encontraram com ninguém realizando o percurso nem a cavalo, nem a pé ou de bicicleta. “É uma constatação triste pois, apesar de não ter um apelo religioso, as paisagens e a relevância histórica destes Caminhos são fascinantes”, ele ressalta.

Bem estar animal

A Estrada Real é o único percurso do Brasil que contém demarcação por 1780 quilômetros sendo 2 mil marcos no total e este fator influenciou fortemente na opção dos cavaleiros pela escolha do Caminho, que oferece terrenos diferenciados compostos por trilhas, estradas de terra e asfalto. O percurso todo oscila subidas longas e curtas, muitas áreas sombreadas, e a maior parte do trajeto é composto por estradas de terra, praticamente 70%, em seguida por asfaltos e trilhas. “Este percurso é favorável para a expedição, demonstrando a ótima resistência do cavalo em trajetos longos e confirmando que é possível percorrê-lo assegurando o bem-estar do animal, confirmados através de exames laboratoriais que serão colhidos durante toda a viagem, para mensurar o rendimento e a saúde dos cavalos”, reforça Castejon. Estes exames serão coordenados pelo professor Mateus Rodrigues Paranhos, da Unesp Jaboticabal, zootecnista especializado em bem-estar animal. Os resultados dos exames serão divulgados periodicamente.

Os três cavaleiros

Jose Henrique Meirelles Castejon - 68 anos – produtor rural nos estados de SP/MG - Reside em Avaré – SP - Começou a cavalgar aos 6 anos participando de caçadas, atividade que praticou em família por muitos anos. Em 1974 começou a jogar polo, atividade que manteve por 40 anos, participando de torneios nacionais e internacionais. Criador de cavalos de polo com mais de 500 animais produzidos. Já percorreu o Caminho Frances de Santiago Compostela, desde Logrono, 760 kms; o Caminho da Fé, de Aguas da Prata a Aparecida, (330 kms) e diversas cavalgadas, na Argentina e Brasil, nos estados de SP, MG, RS

Paulo Junqueira Arantes – 64 anos – empresário. Reside em Curitiba - Começou andar a cavalo ainda criança, em fazendas dos avós no interior paulista e mineiro.
Foi criador de cavalos Mangalarga e diretor do Núcleo de Criadores.
Como apaixonado por cavalos e cavalgadas, fez inúmeras viagens a cavalo em todas as regiões do Brasil, e em vários destinos internacionais como Africa do Sul, Argentina, Botsuana, Canadá, Chile, Equador, Espanha, Estados Unidos, Hungria, Italia, Mongolia, Namibia, Peru, Portugal, Turquia e Zimbabue.

Sergio Lima Beck– 64 anos - Natural do RS reside em Curitiba – PR - Hipólogo, cavaleiro profissional, instrutor de doma e equitação. Atuou como juiz da ABCCMMarchador e como professor no Curso Superior de Equinocultura da PUC-PR. É técnico credenciado da ABCCBretão. Autor de artigos para diversas publicações e já participou de cavalgadas em diversos destinos do Brasil, na Espanha e na Islândia.


Frederico Castejon Simioni – 35 anos – Zootecnista e produtor rural – reside em Ribeirão Preto. Desenvolve e contribui com trabalhos científicos ligados ao tema Bem-Estar Animal em parceria com universidades como a UNESP de Jaboticabal. Em suas criações, pratica o Bem-Estar Animal sempre respeitando as necessidades, comportamentos naturais e limites de cada indivíduo. Apaixonado por cavalos, participou de várias cavalgadas pelo Brasil, incluindo o Caminho da Fé, de Aguas da Prata a Aparecida (330km).

MAIS INFORMAÇÕES:

Luciene Gazeta – Jornalista/ Relações Públicas
Matriz da Comunicação Assessoria de Imprensa
Fone: (15) 9-9112-0989





sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

III Simpósio de Mangalarga reuniu 120 pessoas em Guaranésia/MG

III Simpósio de Mangalarga reuniu 120 pessoas em Guaranésia/MG

A Fazenda Onça, de propriedade da familia Freitas, foi palco para um momento muito importante para a raça Mangalarga: a realização do III Simpósio dos Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga que se consolidou como um evento diferenciado para a raça e, este ano, aconteceu dias 12 e 13/02 em Guaranésia/MG, reunindo 120 pessoas.




Dois dias ensolarados presentearam o sucesso do III Simpósio dos Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga, organizado pelo Núcleo Mangalarga Sul de Minas e Média Mogiana, que ocorreu na centenária Fazenda Onça, situada em Guaranésia, região de Guaxupé no Sul de Minas. Criadores, amigos e familiares do Mangalarga participaram do evento em um clima muito agradável, acompanhando às palestras e fazendo fila para montar os grandes campeões presentes na ocasião.

Heloisa Freitas e Luiz Henrique Ribeiro, o Ninho, recepcionaram os convidados na sexta-feira de manhã, quando ocorreu a primeira palestra com foco em “Avaliação e Seleção do Cavalo Mangalarga”, proferida por Eduardo Leite Cintra, o Pipa e João Tolesano Junior. Essa palestra enfocou o padrão racial e o padrão morfológico da raça Mangalarga e explicou as funções de cada parte do animal na obtenção do andamento único da raça, visando com isso, auxiliar os criadores que estão ingressando na raça a selecionar os animais mais adequados de acordo com os padrões raciais.

A segunda palestra abordou o tema “Criatórios de Mangalarga: Passado, Presente e Futuro”, conduzida por Renato Diniz Junqueira. O Sr. Renato relatou sua infância, suas lembranças e experiências, no seio de uma família que é a maior responsável pela formação da raça desde seu início e também por ter trazido o Mangalarga para o Estado de São Paulo, e como ele vê o momento que estamos vivendo e o futuro da raça.

Após as duas palestras, foi aberto um espaço para um rico debate entre os criadores presentes, que tiveram a oportunidade de expor suas dúvidas e pontos de vista sobre os temas abordados. A seguir, os criadores reuniram-se para um típico almoço mineiro servido à beira da piscina. O período da tarde foi dedicado  a apresentações e  avaliações das éguas jovens, selecionadas  pelos diversos criatórios presentes. Os participantes puderam testar os animais, montando-os para em seguida defender ao microfone suas  escolhas sobre os animais. Foi um momento de degustação do andamento do Mangalarga de criatórios diversos. A noite de sexta foi dedicada a um agradável Jantar árabe, um tempinho de  confraternização e descanso.

No segundo dia, sábado, mais duas palestras reforçaram o contexto teórico do evento: A primeira, “Boas Práticas para um Bom Ferrageamento”, conduzido por Edison Pagoto, foi bastante concorrida, mantendo inclusive os profissionais e técnicos presentes muito atentos. Em seguida, houve a palestra “Melhoramento Genético e Linhagens”, por João Batista da Silva Quadros e Geraldo Santos Castro Filho Este foi um momento muito participativo e interessante, pois dezenas de criadores se manifestaram com dúvidas e perguntas,  proporcionando uma troca de experiências que enriqueceu muito o evento.

“Este Simpósio tem esta pretensão: reunir criadores para proporcionar um momento exclusivo de discussões positivas para a raça, mostrando a importância de se criar o Mangalarga pensando em ter no seu criatório uma avó responsável por uma  geração de grande campeões! Resgatar esta questão é muito produtivo para a raça, além de proporcionar esta deliciosa confraternização que tivemos!”, declarou Luiz Henrique Souza Ribeiro, o Ninho. “Observamos ainda que as palestras reuniram tópicos como os primeiros passos, importantes para criadores novos no Mangalarga, passando por tema técnico como o ferrageamento e encerrando com um assunto polêmico  e complexo que é a genética. E, de forma geral, temos a certeza que toda discussão proporcionada pelo evento foi positiva e enriquecedora para o Mangalarga brasileiro”, finalizou Ninho.

Mais informações sobre o Núcleo Mangalarga Sul de Minas e Média Mogiana podem ser obtidas pelo telefone (35) 3551-3254 ou e-mail nucleomangalarga@veloxmail.com.br

Fonte:
LUCIENE GAZETA – Jornalista/ Assessoria de Imprensa
Luciene@MatrizdaComunicacao.com.br – Fone: (15) 9-9112-0989





segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

MANGALARGA TERÁ SIMPÓSIO DE CRIADORES EM FEVEREIRO


O III Simpósio dos Criadores da Raça Mangalarga acontece dias 12 e 13/02 e será promovido pelo Núcleo Mangalarga Sul de Minas e Média Mogiana na Fazenda Onça, em Guaranésia/MG , com objetivo de abordar as linhas de seleção para os plantéis. O evento contará com quatro palestras técnicas e apresentação de Grandes Campeões Nacionais da raça.



O III Simpósio dos Criadores da Raça Mangalarga acontecerá na sexta-feira dia 12 de fevereiro e no sábado, 13 de fevereiro, e contará com a apresentação de cerca de 46 haras expoentes na raça Mangalarga de diversas regiões dos Estados de São Paulo,  Minas Gerais e Paraná. De acordo com Heloisa Freitas, da Fazenda Onça, criatório que recepcionará o Simpósio, a organização do evento planeja abordar e definir linhas de seleção que norteiem os plantéis de Mangalarga.



Para atingir este objetivo, a programação preparada para o evento será intensa:  o primeiro dia do evento, 12/01, com início as 8h, será aberto com a palestra “Padrão Racial: Morfologia e Função” a ser proferida por Eduardo Leite Cintra e João Tolesano Junior, dois renomados profissionais com ampla vivência em criação de Mangalarga. Em seguida, a palestra “Criatórios de Mangalarga: Passado, Presente e Futuro” será conduzida por Renato Diniz Junqueira, criador de Mangalarga e vice-presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga. Após as duas palestres, ocorrerá a apresentação de três Conjuntos de Éguas, com espaços para explanação dos criadores, avaliações morfológicas e debates.

No sábado, dia 13/02, o Simpósio terá início as 8h e também oferecerá aos presentes duas palestras. A primeira será sob o tema “Boas Práticas para um Bom Ferrageamento”, proferida pelo médico veterinário Edson Augusto Baldin Pagoto. A próxima palestra abordará “Melhoramento Genético” e será conduzida pelos zootecnistas João Batista da Silva Quadros e Geraldo Santos Castro Filho. Neste dia, serão apresentados dois Conjuntos de Cavalos e, também, o 4º Conjunto de Éguas, composto por Campeãs e Grandes Campeãs Nacionais. “O segundo conjunto a ser apresentado será composto por Campeões e Grandes Campeões Nacionais”, ressalta Luiz Henrique Souza Ribeiro, o Ninho, presidente do Núcleo Mangalarga Sul de Minas e Média Mogianal. Ele complementa que também será oferecido aos participantes um espaço para explanação dos criatórios, avaliações e debates. “É um evento voltado para o criador, pois nosso objetivo será contribuir para que os criadores visualizem suas seleções no momento e consigam identificar as linhas futuras de seleção que ele irá adotar, de acordo com seus objetivos traçados. Atualmente, observamos criatórios que estão um pouco perdidos nas escolhas de sua linha de seleção e esse Simpósio pretende auxiliar aos criatórios a nortear seus direcionamentos. Além disso, será uma oportunidade incrível para realizar um intercâmbio entre as famílias participantes, promovendo debates que enriqueçam a raça Mangalarga e proporcionem um momento de união entre as famílias, a exemplo de como foi a edição anterior, muito agradável e enriquecedora!”, ressalta o presidente, complementando que é importante reforçar que todos os conjuntos apresentados durante o Simpósio, inclusive, os Grandes Campeões Nacionais, estarão a disposição para os criadores montarem e fazerem suas avaliações nos dois dias do evento, o que será uma oportunidade exclusiva de contato direto com os animais considerados referências no Mangalarga.

Acesse este link para assistir um trecho da entrevista do Ninho para o Canal do Boi: https://www.instagram.com/p/BBPewZutpdz/?taken-by=matrizdacomunicacao

Inscrições

O participante do Simpósio terá quatro refeições e bebidas inclusas no valor da inscrição, que será individual. Os valores com desconto para inscrições até dia 1º de fevereiro são: R$ 480,00 para criadores e R$ 280,00 para acompanhantes (esposa e filhos menores) e técnicos da ABCCRM. A partir de 02 de fevereiro, as inscrições serão R$ 560,00 para criadores e R$ 350,00 para acompanhantes, contemplando os dois dias. Para acompanhar apenas um dia de evento, a inscrição será R$ 300,00 por pessoa até dia 01/02 e R$ 400,00 a partir do dia 02/02. As inscrições podem ser realizadas pelo telefone (35) 3551-3254 ou e-mail nucleomangalarga@veloxmail.com.br com Mônica Vasconcellos no Núcleo Mangalarga Sul de Minas e Média Mogiana.


Fonte:
LUCIENE GAZETA – Jornalista/ Assessoria de Imprensa
Luciene@MatrizdaComunicacao.com.br – Fone: (15) 9-9112-0989