Desenvolvemos comunicação estratégica completa para empresas: Assessoria de Imprensa | Mídias Sociais | Desenvolvimento de Conteúdos Web | Relações Públicas| Cerimonial corporativo | Eventos
terça-feira, 22 de novembro de 2016
Ação Social
Criadores de Mangalarga
realizam leilão solidário
O II Leilão Natal Criança Feliz acontece dia 24 de novembro
a partir das 19h, e terá a oferta de material genético dos principais nomes na
raça Mangalarga!
Uma
iniciativa do Núcleo Mangalarga do Oeste Paulista, presidido por Cauê Costa
Hueso, em parceria com diversos criadores de Mangalarga do Brasil deu início,
em 2015, ao leilão beneficente cuja renda auxilia oito entidades beneficentes
que atendem crianças carentes. Este ano em sua segunda edição, o leilão será
virtual, com lances pela internet e os pré-lances já estão disponíveis pelo www.canalbusiness.com.br “Ofertaremos
coberturas e barrigas dos melhores animais do Brasil, cuja arrecadação será
100% distribuída às instituições que cuidam de crianças carentes, entre eles
menores abanonados, enfermos, órfãos e até doentes em estágio terminal”,
antecipa Cauê.
Serão
oito instituições beneficiadas com as doações: APAE Porto Feliz, APAE
Guaranésia, Instituto Esperança É Vida, Instituto Ingo Hoffmann, Fundação
Edmilson, Gaan – Grupo Assistencial Alvorada Nova, Grupo de Oração e
Assistência Social Catalão e Natal Solidário Divinolândia.
No
total serão mais de 52 ofertas que foram doadas por criadores, entre eles
Regalo JO, Regalo da Braido, Torpedo da Janga, Bucólico de NH, Nero RM, Ereu
JES, Oregon da Janga e muitos outros garanhões grandes estrelas da raça
Mangalarga. Também foram doados para o leilão um filhote de Border Collie
(Canil Villa dos Borders), R$ 1000,00 em ‘vale-ração’ e uma Barriga da Ópera
JCMAF. E Cauê complementa com uma notícia entusiasmante: “Desde já anunciamos
uma novidade brilhante: os 40 garanhões que alcançarem o maior valor de doação
durante o evento estarão automaticamente classificados para participar
gratuitamente do catálogo Anual de Melhores Garanhões da Raça Mangalarga, sendo
este um catálogo sem fins lucrativos cuja indicação dos melhores exemplares
será realizada pelos próprios criadores”, ressaltou.
A
forma de pagamento será dividida em 6 vezes no cartão de crédito pelo PagSeguro
ou terá 20% de desconto para pagamentos à vista. O site para dar os lances nas
ofertas é o www.canalbusiness.com.br
FONTE:
Luciene Gazeta
Jornalista | Relações Públicas
Matriz da Comunicação Assessoria de Imprensa
(15) 99112-0989
terça-feira, 4 de outubro de 2016
Horse World Channel
Primeiro canal online mundial dedicado
exclusivamente aos cavalos é do Brasil
Entretenimento e conhecimento sobre o universo
dos cavalos 24 horas por dia é a principal proposta do Horse World Channel, um
canal veiculado em múltiplas plataformas digitais: mobile, desktops e tvs
conectadas
Recém-inaugurado
no mês de agosto de 2016, o Horse World Channel transmite 24 horas de
programação voltada para o universo equestre, via streaming ao vivo e vídeos on
demand. O portal é trilíngue, podendo ser acessado em português, inglês e
espanhol e a programação é transmitida tanto em português como em inglês. “Nosso objetivo é fornecer conteúdo de
qualidade para todo o mundo dos apaixonados por cavalos, um conteúdo variado
reunindo os grandes nomes da equideocultura internacional em diversos programas”,
ressalta Alci Costa Leite, diretor do HWC
Na
programação, Alci destaca que o usuário pode encontrar conteúdos técnicos
variados que abordam todas as raças de cavalos, com foco em comportamento
animal, técnicas de lida diária, nutrição e saúde, bem como acompanhar algumas
provas e exposições ao vivo, realizadas no Brasil e no exterior, documentários,
além de ter acesso a filmes que tenham os cavalos como tema principal. “Em setembro, disponibilizamos o renomado
Seabiscuit, um cavalo selvagem que se transforma em herói nacional”,
ressalta o diretor.
Para
assistir à programação online do canal, o usuário pode acessar o site ou baixar
o aplicativo já disponível nas plataformas IOS e Android. E, caso o usuário
queira acessar os programas especiais da grade de programação Premium ou rever programas que transmitidos
ao vivo, investe uma taxa simbólica de R$ 14,90 por mês e, através de login e
senha, terá acesso a todo conteúdo disponível. Conheça a plataforma acessando www.horseworldchannel.com
Fonte: Luciene
Gazeta
Jornalista
| Relações Públicas
Mais
informações (15) 99112-0989
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
Plataforma de serviços integrados oferece suporte inédito para o agronegócio
Integrando
diversas soluções, a Smart Agro, recém
lançada em 2016 no mercado, possui plataforma própria de serviços com
objetivo de oferecer soluções sustentáveis na comercialização desde o início da
negociação, até o pós-venda - um formato de suporte inédito no mercado
agropecuário.
Muitos pecuaristas, principalmente os que
possuem propriedade de pequeno e médio porte, sentem-se desamparados diante da
necessidade de realizar algumas ações que não são pertinentes à sua atividade, mas,
entretanto, são imprescindíveis para o sucesso da consolidação do negócio como:
consultas cadastrais, apoio jurídico na formalização contratual, cobranças ou,
até mesmo, suporte extrajudicial no caso
de eventual inadimplência. A Smart Agro, de olho no extenso mercado
composto pela pecuária bovina, equina, caprina, ovina e muares, espalhado por
todo território brasileiro, chegou para oferecer serviços com soluções integradas para este
cenário: plataforma online, transmissões ao vivo, assessoria pecuária,
filmagens, apoio jurídico, cobrança no pós-venda, marketing e, mais
recentemente, uma plataforma própria de leilões, que contará inclusive com um
aplicativo completamente interativo, facilitando ainda mais a realização dos
negócios.
Este é um formato inédito de atuação na
pecuária. “Nosso grande diferencial é esta integração de soluções. Ao confiar
na nossa atuação, o pecuarista pode se dedicar exclusivamente ao seu criatório,
enquanto a Smart Agro administra outros assuntos, realizando desde a filmagem
do seu animal, até a disponibilização comercial do mesmo em plataforma
exclusiva de leilões online e virtuais, até a cobrança das parcelas e suporte
extrajudicial, caso necessário”, ressalta Thiago Malzoni Monteiro, diretor da
empresa. Ele complementa que a solução oferecida assegura que o pecuarista
evite qualquer desconforto com seu cliente e público-alvo, prejudicial à
relação comercial. “O cliente precisa apenas disponibilizar seus animais para
venda, o suporte comercial e pós venda fica por nossa conta!”, ele assegura.
Nova
plataforma de leilões
Chega ao
mercado uma nova opção para os leilões agropecuários
Agregando mais uma solução imprescindível ao pecuarista,
a Smart Agro lança neste mês durante a Expogenética
2016, que acontece em Uberaba/MG de 20 a 28 de agosto, sua nova plataforma
própria de leilões, com objetivo de proporcionar um serviço inovador e completo.
“Agora, pequenos, médios e grandes criadores podem acompanhar os
Leilões Smart em uma plataforma online ou por meio de transmissões ao
vivo, contar com assessoria externa e uma competente gestão de pagamentos”, ele
explica.
A plataforma disponibilizará também o primeiro aplicativo interativo de leilões,
no qual o pecuarista poderá dar lances e arrematar os animais em qualquer
momento e de onde estiver. “Proporcionamos um ambiente seguro para o
investimento, criando uma solução sustentável a longo prazo para consolidar de
forma eficiente os negócios pecuários”, ele ressalta. “Atualmente os leilões
não dispõe de um sistema efetivo de cobrança pós-leilão, gerando muitas vezes
um inconveniente de cobrança entre os criadores e seus clientes”, complementa
Thiago.
O diretor finaliza que a inovação de serviços
para o mercado chega por completo, pois a empresa acaba de criar um programa de
fidelidade inédito que irá bonificar os participantes dos leilões. “Ou seja,
ganha quem vende e também quem compra”, finaliza o diretor, colocando-se a
disposição para informações mais detalhadas sobre os produtos e serviços
descritos acima.
Conecte-se
com a Smart Agro:
Instagram: @smartagro
FONTE:
Luciene
Gazeta
– Jornalista/ Relações Públicas
Mais informações: (15)
3411-9449
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Chega ao fim a grandiosa “Cavalgada do Sertão ao Mar, Pelos Caminhos da Estrada Real”
Chega ao fim a grandiosa
“Cavalgada do Sertão ao Mar, Pelos Caminhos da Estrada Real”
Dia 24 de junho encerrou-se a aventura repleta
de história e turismo rural, que percorreu três Estados brasileiros a cavalo,
durante 45 dias, passando por aproximadamente 177 cidades. A viagem
percorreu os quatro caminhos da Estrada Real e começou dia 09 de maio partindo
de Diamantina/MG, encerrando dia 23 de junho em Cocais/ MG.
Confira várias fotos por onde passou a incrível jornada logo abaixo, no final da notícia!
Fotos: Marcelo Mastrobuono (Revista Horse) e Paulo Junqueira Arantes
Texto: Luciene Gazeta - Jornalista/ Relações Públicas
A
Estrada Real é a maior rota turística do Brasil, composta por 1780 quilômetros
divididos em quatro caminhos por sua extensão: Caminho dos Diamantes, Caminho
Velho, Caminho Novo e Caminho de Sabarabuçu; todos contam com demarcações em
seus pontos que percorrem o interior de três Estados brasileiros: São Paulo,
Minas Gerais e Rio de Janeiro. Sua história vem do século 18, quando a Coroa
Portuguesa construiu os caminhos para o trânsito de ouro e diamantes de Minas
Gerais ao Rio de Janeiro. Atualmente a Estrada Real é um verdadeiro
“patrimônio” histórico, cultural e turístico do Brasil e seu percurso pode ser
percorrido de carro, a pé, de bicicleta ou a cavalo. E foi montando sete
cavalos Mangalarga que os cavaleiros José Henrique Meirelles Castejon e Paulo
Junqueira Arantes realizaram esta grandiosa aventura.
No
início da jornada, no Caminho dos Diamantes, a viagem começou
contando com cinco cavaleiros. Além de Paulo e José Henrique, acompanharam a
largada com a dupla, em Diamantina/MG, mais três cavaleiros: Frederico Simioni,
Sérgio Lima Beck e Beatriz Biagi Becker. Juntos, os cinco cavaleiros
percorreram o primeiro trajeto que compreendeu cerca de 200 quilômetros. Em
seguida, a cavaleira Beatriz deixou o grupo que seguiu em quarteto pelo próximo
trecho da aventura, até o final do Caminho dos Diamantes, que soma 395
quilômetros e foi percorrido pelos quatro cavaleiros em 10 dias, finalizando no
dia 19 de maio em Ouro Preto. Neste primeiro trecho, além das maravilhas
da natureza que encontraram pelos caminhos, os cavaleiros se impressionaram
bastante com a precariedade da estrada, marcada pela falta de conservação e
sinalização. Outro momento que marcou esta primeira etapa da cavalgada foi a
passagem pelas cidades afetadas pelo rompimento das Barragens de Fundão e o
consequente desastre socioambiental de 2015, em Bento Rodrigues e Mariana. “Nestes
trechos, aonde ocorreu o desastre ecológico, precisamos colocar os cavalos em
um caminhão para cruzá-los, não sendo possível passar pelo trecho cavalgando”,
comentou o cavaleiro Paulo Junqueira Arantes.
O antigo Caminho do Ouro – Caminho Velho foi o próximo desafio da jornada, que começou dia 20 de maio em Santo Antonio do Leite/ MG rumo a Paraty/ RJ, um trecho composto por 710 quilômetros que foi o primeiro caminho oficialmente aberto pela Coroa Portuguesa ligando o litoral rumo ao interior de Minas Gerais. Seguiram a viagem a partir deste caminho a dupla José Henrique Castejon e Paulo Junqueira Arantes. Este trecho durou 17 dias, ante os 60 dias que eram previstos no século 18 da construção deste trajeto, confirmando a incrível resistência dos cavalos Mangalarga e registrando um momento muito importante na cidade de Cachoeira do Campo, aonde os cavaleiros visitaram o prédio da Antiga Coudelaria Real, edificação construída em 1730 para ser o Quartel da Cachoeira, teria recebido Tiradentes em 1789, durante a Inconfidência Mineira. O prédio foi transformado em Coudelaria em 1819, sendo adaptado para receber os cavalos que vinham do Reino para o Brasil, assinando um importante momento da história do Mangalarga. Outro trecho marcante na viagem pelo Caminho Velho foi na região de Itanhandu quando os cavaleiros passaram pelo Túnel da Mantiqueira, construído em 1882 por determinação do Imperador Dom Pedro II, para fazer a ligação entre os Estados de São Paulo e Minas Gerais para servir a Estrada de Ferro Minas e Rio, sendo também, local estratégico na Revolução Constitucionalista de 1932, na qual foi frente de batalhas. “A passagem do túnel, na divisa dos Estados, não foi muito fácil e os cavalos Mangalarga, mais uma vez, mostraram seu preparo e sua coragem. Foram 1400 metros de travessia no escuro, com o som das patas dos nove cavalos criando um barulho forte. Os cavalos tiveram que caminhar no meio dos trilhos, sobre pedras e os dormentes. Experimentamos deixar soltos os cavalos puxados mas não deu certo, pois eles passaram dos cavaleiros e, depois, retornaram, criando uma grande confusão no espaço estreito do túnel”, lembrou o cavaleiro Paulo Junqueira Arantes.
O antigo Caminho do Ouro – Caminho Velho foi o próximo desafio da jornada, que começou dia 20 de maio em Santo Antonio do Leite/ MG rumo a Paraty/ RJ, um trecho composto por 710 quilômetros que foi o primeiro caminho oficialmente aberto pela Coroa Portuguesa ligando o litoral rumo ao interior de Minas Gerais. Seguiram a viagem a partir deste caminho a dupla José Henrique Castejon e Paulo Junqueira Arantes. Este trecho durou 17 dias, ante os 60 dias que eram previstos no século 18 da construção deste trajeto, confirmando a incrível resistência dos cavalos Mangalarga e registrando um momento muito importante na cidade de Cachoeira do Campo, aonde os cavaleiros visitaram o prédio da Antiga Coudelaria Real, edificação construída em 1730 para ser o Quartel da Cachoeira, teria recebido Tiradentes em 1789, durante a Inconfidência Mineira. O prédio foi transformado em Coudelaria em 1819, sendo adaptado para receber os cavalos que vinham do Reino para o Brasil, assinando um importante momento da história do Mangalarga. Outro trecho marcante na viagem pelo Caminho Velho foi na região de Itanhandu quando os cavaleiros passaram pelo Túnel da Mantiqueira, construído em 1882 por determinação do Imperador Dom Pedro II, para fazer a ligação entre os Estados de São Paulo e Minas Gerais para servir a Estrada de Ferro Minas e Rio, sendo também, local estratégico na Revolução Constitucionalista de 1932, na qual foi frente de batalhas. “A passagem do túnel, na divisa dos Estados, não foi muito fácil e os cavalos Mangalarga, mais uma vez, mostraram seu preparo e sua coragem. Foram 1400 metros de travessia no escuro, com o som das patas dos nove cavalos criando um barulho forte. Os cavalos tiveram que caminhar no meio dos trilhos, sobre pedras e os dormentes. Experimentamos deixar soltos os cavalos puxados mas não deu certo, pois eles passaram dos cavaleiros e, depois, retornaram, criando uma grande confusão no espaço estreito do túnel”, lembrou o cavaleiro Paulo Junqueira Arantes.
Em
seguida, os cavaleiros partiram desbravar o terceiro caminho da Estrada Real:
o Caminho Novo, que é composto por 515 quilômetros que ligam as
cidades de Porto Estrela/RJ a Ouro Preto/ MG. A história deste trecho da
Estrada Real começou em 1698, quando uma Carta-Régia endereçada
a Artur de Sá Menezes, então Governador da Capitania do Rio de Janeiro,
autorizava a abertura do novo caminho para facilitar o transporte do ouro e
pedras preciosas de Minas Gerais para o Rio de Janeiro, evitando o antigo
caminho. Este trecho foi percorrido pelos cavaleiros em incríveis 14 dias e
além das lindas paisagens rurais, um detalhe urbano roubou a cena dos
cavaleiros: as igrejas católicas construídas em todas as cidades por onde
passaram, quase todas da época de Colônia do Brasil e muitas, inclusive, contam
com esculturas de Aleijadinho. “Pelos Caminhos da Estrada Real passamos por
muitas igrejas lindas, as vezes suntuosas outra vezes simples, mas todas com
sua beleza singular. Interessante notar a importância da religião na
história do Brasil, representada por todas estas igrejas ao longo dos quatro
Caminhos. Qualquer bairro tem sua igreja, sempre com mais suntuosidade do
que as casas que o compõe!”, descreve José Henrique Meirelles Castejon.
Inclusive, ao finalizar o Caminho Novo, os cavaleiros visitaram a Igreja São
Francisco de Assis, em Ouro Preto/MG, Santo considerado o “protetor dos
animais” – além de tantas outras dezenas de igrejas visitadas durante o
percurso.
E
finalmente, dia 20 de junho, os cavaleiros e a tropa Mangalarga iniciaram os
últimos quatro dias da Cavalgada do Sertão ao Mar, rumo ao Caminho do
Sabarabuçu, com 160 km de extensão entre os municípios de Glaura/MG a
Cocais/ MG, finalizando a louvável aventura na quinta-feira, dia 23 de
junho. Neste último trecho, os cavaleiros vivenciaram o único incidente de
toda cavalgada: uma queda sofrida por José Henrique em um dos trechos, mas que,
por sorte, marcou apenas um susto, não deixando nenhuma sequela.
Esta
é a primeira vez que se tem registro de um grupo de cavaleiros que completam
todo o trajeto da Estrada Real ininterruptamente, registrando de perto a
história do Brasil, as belezas naturais de três Estados de grandiosa
importância para a economia nacional e, ainda, a cultura local de dezenas de
cidades de renome como Diamantina, Serro, Mariana, Ouro Preto,
Congonhas,Tiradentes, São João del Rey, Cruzília, Juiz de Fora, Barbacena,
Conselheiro Lafayete, Lavras Novas, Sabará, Caeté/ MG e Lorena, Guaratinguetá,
Aparecida / SP e Paraty, Petrópolis, Paraíba do Sul/ RJ
Além
disso, um dos desafios da cavalgada foi prevalecer o bem-estar animal dos sete
cavalos mangalarga que acompanharam todo trajeto, respeitando seus limites e
experimentando seus desafios. Neste quesito, a nota dos cavaleiros foi dez. “Esta
cavalgada representa um grande marco para a raça MANGALARGA que mostrou,
durante toda a cavalgada, suas grandes características como docilidade,
coragem, agilidade, andamento, além de uma agradável interação conosco nos
provocando muitas sensações e fortes emoções !”, ressalta José
Henrique Castejon.
Após
o merecido descanso, os cavaleiros adiantam que estudam lançar um livro repleto
de fotos inéditas que retratam cada detalhe da Estrada Real, além de
depoimentos emocionantes desta aventura histórica – para deleite daqueles que
apreciarão conhecer um pouco mais desta rica fatia da história do Brasil!
- Confira outros textos que falam sobre os percursos da Cavalgada neste link: http://matrizdacomunicacao.blogspot.com.br/2016/06/trechos-da-cavalgada-do-sertao-ao-mar.html
Confira algumas imagens por onde passou a cavalgada "Do Sertão ao Mar"
CRÉDITO FOTOS:
Marcelo Mastrobuono (Revista Horse) | Paulo Junqueira Arantes | Fagner Almeida
Marcelo Mastrobuono (Revista Horse) | Paulo Junqueira Arantes | Fagner Almeida
FONTE:
Fones: (15) 9-9112-0989 – (15) 3411-9669
quinta-feira, 23 de junho de 2016
E assim foi a Cavalgada do Sertão ao Mar: Pelos Caminhos da Estrada Real
Confira abaixo alguns textos que foram divulgados ao logo do percurso da Cavalgada do Sertão ao Mar - Pelos Caminhos da Estrada Real, citando momentos e locais por onde os cavaleiros passaram durante esta grande aventura, idealizada por José Henrique Meireles Castejon e Paulo Junqueira Arantes.
Textos: Luciene Gazeta
Cavalgada
do Sertão ao Mar: Primeira semana
O
Primeiro trecho percorrido pelos quatro cavaleiros iniciou-se pelo CAMINHO DOS
DIAMANTES em DIAMANTINA, no dia 09 de
maio. Esta saída, os quatro cavaleiros contam com a companhia de uma quinta
cavaleira, Beatriz Biagi Becker, que os acompanhará nos primeiros dias desta
grande jornada. Diamantina dispensa
apresentações por sua beleza histórica e mais de 30 pontos turísticos para se
visitar e conhecer, entre eles, a Serra do Espinhaço, a Basílica Sagrado Coração
de Jesus, a Cachoeira das Fadas e o Caminho dos Escravos, cuja estrada era
usada pelos tropeiros no transporte de cargas e diamantes.

Foto: No dia 09 de maio, os cavaleiros receberam a benção do Bispo de Diamantina
(Crédito: divulgação facebook)
Dia
10 de maio os cinco cavaleiros
passaram por Gonçalo do Rio das Pedras, Milho Verde e Três Barras, aonde além
das paisagens exuberantes, cachoeiras e igrejas são alguns atrativos. Em São
Gonçalo do Rio das Pedras, o turista encontra o Pico do Raio, por exemplo, em
Milho Verde, o Chafariz das Goiabeiras aonde, diz a lenda, que Chica da Silva
se banhava no local.
Em
seguida, dia 11 de maio, o roteiro
da cavalgada passou por Serro, cidade famosa pelo queijo, seguido das cidades
de Alvorada de Minas e Itapanhaoacanga. Nesta localidade, as paisagens são
deslumbrantes e pode-se apreciar as vistas para a Serra do Monteiro e Serra do
Sapo.
Santo
Antonio do Norte e Córregos foram as próximas passagens dos cavaleiros, dia 12 de maio. As cidades ainda apresentam
características do período colonial, valorizando muito a arquitetura local.
Santo Antonio do Norte faz parte do circuito nacional Serra do Cipó.
Dia
13 de maio, sexta-feira, os
cavaleiros chegam em Conceição do Mato Dentro, local que apresenta cerca de 15
pontos turísticos entre eles, a Cachoeira Rabo de Cavalo, que possui 170 metros
de queda dividida em três saltos, formando um grande poço cercado de pedras em
meio à beleza exuberante da região.
No
fim de semana, a Cavalgada parte rumo a Morro do Pilar e Itambé do Mato Dentro.
Cavalgada do Sertão ao
Mar:
Caminho dos Diamantes
já foi concluído
Este trecho da cavalgada durou duas semanas e a segunda
semana passou por Morro Pilar, Parque Nacional da Serra do Cipó, Catas Altas e Cocais.
Acompanhe!

Foto: Bicame de Pedra, condutor de água na época do império século 18, +- 1730, entre Santa Bárbara e Catas Altas (Divulgação facebook)
A
Cavalgada Histórica “Do Sertão ao Mar –
Pelos Caminhos da Estrada Real”, já percorreu os primeiros 400 quilômetros do
primeiro trecho, que compreendeu o caminho completo dos Diamantes, tendo início
dia 09 de maio em Diamantina e concluído dia 19 de maio em Mariana e Ouro
Preto. Este caminho concentra 73,5% de estrada de terra sendo que 178km
compreendem subidas e descidas.
A
segunda semana da Cavalgada começou dia 14
de maio em Morro Pilar, aonde os cavaleiros e os animais pernoitaram, para
descansar da primeira semana da cavalgada. O Parque Nacional da Serra do Cipó
fica ao lado de Morro Pilar. Esta importante reserva natural brasileira
compreende um território de 34 mil quilômetros e reúne 109 cachoeiras em sua
extensão!
Em
seguida, dia 15/05, os cavaleiros
partiram para Itambé do Mato Dentro, aonde pernoitaram e, no dia seguinte,
partiram para Senhora do Carmo e Ipoema, aonde se encontra o Museu do
Tropeirismo, localizado no centro da cidade de 2.700 habitantes. O acervo do
museu reúne 500 objetos relacionados a vida tropeira e, aos sábados, realiza
famosas rodas de viola.
Bom
Jesus do Amparo e Cocais foram as cidades por onde o quarteto passou dia 16 de maio. Cercada de montanhas e
belíssimas paisagens, Cocais fica a 100km de Belo Horizonte e caracteriza-se
por uma típica cidade mineira, muito acolhedora. No dia seguinte, 17/05, os cavaleiros pernoitaram em
Barão de Cocais (distrito de Cocais) e visitaram Santa Bárbara, antes de partir
para Catas Altas, no dia 18/05, aonde também fizeram um pouso,
uma cidade pacata com casas coloniais, ruas de pedra e igrejas coloniais,
algumas inclusive com obras de Aleijadinho e Mestre Ataíde e, posteriormente,
partiram para Morro da Água Quente e Santa Rita Durão. “O que muito nos
impressionou neste caminho é que nos deparamos com uma estrada muito precária,
sem conservação e sinalização ausente. É muito triste deparar com esta
realidade, devido à importância histórica da Estrada Real. Inclusive, há uma
solicitação para construção de uma pista paralela até o distrito de Carmo desde
2014, que infelizmente, ainda não foi construída”
Em
seguida, a cavalgada passou pelas cidades que sofreram o maior desastre sócio
ambiental do Brasil em novembro de 2015, com o rompimento das barragens de
Fundão: o subdistrito de Bento Rodrigues, que
foi um importante centro de mineração do século XVIII, Camargos e
também, a importantíssima cidade de Mariana,
cidade que já faz parte do Caminho do Ouro. Com mais de 300 anos de existência,
foi a primeira capital mineira e abriga a maior mina de ouro do mundo: a Mina
da Passagem, que possui 315 metros de extensão e 120 metros de profundidade.
Porém, ao passar por estas três cidades, a equipe da cavalgada não pôde admirar
as belas paisagens ou desfrutar do conhecimento histórico local. “Nestes
trechos, aonde ocorreu o desastre ecológico, precisamos colocar os cavalos em
um caminhão para cruzá-los, não sendo possível passar por eles cavalgando”,
comentou o cavaleiro Paulo Junqueira Arantes.
Assim,
a Cavalgada do Sertão ao Mar cumpriu a primeira etapa dos quatro caminhos,
encerrando o Caminho dos Diamantes, e a próxima etapa dos cavaleiros foi rumo a
Ouro Preto, de onde o quarteto partiu para desbravar o Caminho Velho ou Antigo
Caminho do Ouro, que será abordado no próximo texto!

Foto por onde passou a Cavalgada do Sertão ao
Mar
(Crédito: Frederico Simioni)
(Crédito: Frederico Simioni)
______________________________________________________________________________
Cavalgada do Sertão ao
Mar:
Caminho do Ouro abriu a
terceira semana de aventura
O Antigo Caminho do Ouro – ou Caminho Velho - foi o primeiro caminho aberto pela coroa
Portuguesa para ligar o litoral do RJ à região mineira produtora de ouro. Na
época o trajeto levava 60 dias a cavalo para ser percorrido. Os cavaleiros
prevêm 20 dias para completa-lo, o que confirma a incrível resistência dos
cavalos Mangalarga.
Foto da antiga Coudelaria
Real, visitada pelos cavaleiros
(Crédito: Paulo Junqueira Arantes)
(Crédito: Paulo Junqueira Arantes)
Saindo
de Mariana, os quatro cavaleiros partiram desbravar os próximos 700 quilômetros
que compõem o trecho completo do Antigo Caminho do Ouro, que parte de Ouro Preto
rumo a Paraty/ RJ. Metade deste trajeto (320km) é composto por subidas e
descidas e 82,5% é estrada de terra. Dia 19
de maio, os cavaleiros passaram por Cachoeira Alta rumo a Santo Antonio do
Leite no dia 20 e 21 de maio, aonde
pernoitaram. Esta cidade data de 1822, quando se tem sinais das primeiras casas
e quando muitos escravos alforriados se alojaram aos poucos no local.
Nestes
dias, os cavaleiros passaram também por Engenheiro Correa, Miguel Burnier, Lobo
Leite e Cachoeira do Campo, aonde visitaram o prédio da Antiga Coudelaria Real, edificação construída em 1730 para ser o
Quartel da Cachoeira, teria recebido Tiradentes em 1789, durante a
Inconfidência Mineira. O prédio foi transformado em Coudelaria em 1819, sendo
adaptado para receber os cavalos que vinham do Reino para o Brasil, assinando
um importante momento da história do Mangalarga. Ali, o Barão de Alfenas, precursor
da raça Mangalarga no Brasil, mantinha um cavalo não pertencente ao local,
conforme registros da Coudelaria datados dos anos 1821 a 1827. Desde 2102, a
construção abriga o Centro Dom Bosco, e em 2014 foi tombado pelo Conselho
Estadual do Patrimônio Cultural como Monumento Simbólico de Minas Gerais.
Os
próximos dias de Cavalgada do Sertão ao Mar foram intensos e atravessaram mais
cidades de importância histórica. Dia 22/05,
a cavalgada passou por Congonhas do
Campo, que reúne o maior conjunto da arte barroca mundial e o apogeu da
criatividade do mestre Aleijadinho, um escravo alforriado que buscava na
leitura da Biblia a inspiração para suas figuras. A cavalgada percorreu nesta
mesma data, também, as cidades de Alto Maranhão, Pequeri e São Brás do Suaçui,
antes de entrar em Entre Rios no dia 23/05,
cidade berço da raça de cavalos Campolina. No dia seguinte, 24/05, os cavaleiros partiram para
Lagoa Dourada, conhecida por ser a capital nacional do legítimo rocambole,
aonde fizeram um pouso. Em seguida, partiram para Prados, cidade que ostenta
como mais belo cartão postal a imponente Serra São José, com 12 quilômetros de
extensão, que se tornou uma Área de Preservação Ambiental APA.

Foto: Hornero e Honrado da Vassoural esperando o trem passar
(Crédito: Divulgação facebook)
Dia
25 de maio a Cavalgada do Sertão ao
Mar chegou finalmente à famosa Tiradentes,
cidade histórica de onde extraiam-se centenas de quilos de ouro, sendo um
grande pólo turístico de Minas Gerais, atraindo turistas do mundo todo por
conta de seu clima ameno, seu acervo turístico, recreativo e cultural de dar inveja,
entre eles, a Mostra de Cinema de Tiradentes e o
Festival Internacional de Cultura e Gastronomia. Neste mesmo dia, os
cavaleiros visitaram também Santa Cruz de Minas e São João Del-Rey, partindo no
dia 26 de maio para São Sebastião da
Vitória, cidade que ostenta como principal produto gastronômico o pão de
queijo, e realiza anualmente o Festival do Pão de Queijo para atrair turistas e
valorizar a economia local. Os cavaleiros passaram também por Caquende e Balsa,
antes de seguir para Capela do Saco, dia 27
de maio, distrito que faz parte de Carrancas e é banhado pelo Rio Grande,
um dos principais rios de Minas Gerais.
A próxima parada acontecerá, justamente, na cidade de Carrancas, por onde passam 70 km da
Estrada Real, continuando o percurso do Caminho do Ouro dando início a quarta
semana de cavalgada.
______________________________________________________________________________
Cavalgada do Sertão ao
Mar:
Paraty encerrou trecho
do Caminho Velho-Caminho do Ouro
A cavalgada Do Sertão ao Mar – Pelos Caminhos da Estrada
Real está bastante adiantada! No fim de semana de 04 e 05 de maio, os
cavaleiros completaram os 710km do Caminho Velho, quando chegaram a Paraty/ RJ.
Veja como foi esta etapa da aventura!
Veja como foi esta etapa da aventura!
Foto dos cavaleiros na
chegada em Paraty – Crédito: Nietmann
Antes
de concluírem a terceira semana de cavalgada, os cavaleiros visitaram, próximo
à cidade de Prados/MG em Dores de Campos, a Selaria Pasfil, uma das empresas
apoiadoras da cavalgada Do Sertão ao Mar. “A
Pasfil soma mais de 30 anos de existência, sendo uma das maiores e mais antigas
selarias da cidade. Única com certificação do Exército Brasileiro e
fornecedora da cavalaria das Policias Militares de quase todos estados
brasileiros” ressaltou Paulo Junqueira Arantes.
Após
saírem de Carrancas, no dia 28 de maio, os cavaleiros partiram para a cidade de
Cruzília dia 30 de maio, um município que se destaca pelas fazendas centenárias,
pontos turísticos repletos de histórias e cultura local, que configura a cidade
como ótima opção de férias em família no Estado de MG: perto da natureza e
longe dos grandes centros. Além disto, Cruzília é considerada o berço dos
cavalos Mangalarga e Mangalarga Marchador e abriga o Museu Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador,
inaugurado em 2012 no Casarão da Fazenda Bela Cruz. Saindo de Cruzília, no dia 31/05 os cavaleiros partiram rumo a
Baependi, Caxambú e São Lourenço,
cidades que fazem parte do Circuito Turístico das Águas de MG. É da
água que vem a história de Caxambú, cujo nome em tupi teria a tradução
semelhante a “água que borbulha”, em
referência às fontes escondidas nas matas. São
Lourenço tem o maior parque hoteleiro deste Circuito e Baependi é uma das mais
antigas cidades mineiras, remanescente do ciclo do ouro.
O
mês de junho começou dia 01/06 com
os cavaleiros chegando a Pouso Alto, São Sebastião do Rio Verde, Capivari e Itamonte.
Em Pouso Alto, há aproximadamente 409km de BH, encontra-se a Igreja Matriz
Nossa Senhora da Conceição, que possui imagens sacras centenárias e um estilo
eclético bem conservado. O principal atrativo turístico de São Sebastião do Rio
Verde é, justamente, o Rio Verde, aonde é possível praticar pesca, canoagem e
até natação, devido às pequenas prainhas em sua extensão. Outra cidade que
propicia a prática de esportes é Itamonte, aonde a Pedra do Pico, com mais de
2150 metros de altitude, é um convite para a prática de escalada, cavalgada,
ciclismo e trekking. Em seguida, a cavalgada Do Sertão ao Mar partiu rumo a
Itanhandú e Passa Quatro, sendo que se localiza nesta cidade, uma Maria Fumaça
Badwin de 1929! E Itanhandu integra o Circuito
Turístico Terras Altas da Mantiqueira. Neste trecho, os cavaleiros passaram
pelo Túnel da Mantiqueira,
construído em 1882 por determinação do Imperador Dom Pedro II,
para fazer a ligação entre os Estados de São Paulo e Minas Gerais para servir a
Estrada de Ferro Minas e Rio, sendo também, local estratégico na Revolução
Constitucionalista de 1932, na qual foi frente de batalhas. “A passagem do
túnel, na divisa dos Estados, não foi muito fácil e os cavalos Mangalarga, mais
uma vez, mostraram seu preparo e sua coragem. Foram 1400 metros de travessia no
escuro, com o som das patas dos nove cavalos criando um barulho forte. Os
cavalos tiveram que caminhar no meio dos trilhos, sobre pedras e os dormentes.
Experimentamos deixar soltos os cavalos puxados mas não deu certo, pois eles
passaram dos cavaleiros e, depois, retornaram, criando uma grande confusão no
espaço estreito do túnel”, lembrou o cavaleiro Paulo Junqueira Arantes.
Foi
então, que o Estado de Minas Gerais ficou para trás, no trecho do Caminho do
Ouro, e no dia seguinte, 03/06, os
cavaleiros passaram por Vila do Embaú, uma das mais antigas da região, e
Cachoeira Paulista, cidade que recebe muitos turistas religiosos devido a
presença da comunidade católica Canção Nova e o Santuário de Santa Cabeça; e
por fim, Canas, cidade que recebeu imigrantes italianos em 1887 para plantar
canas. Em seguida, os cavaleiros partiram para duas cidades da região do Vale
do Paraíba: Lorena, terra das
palmeiras imperiais, que contabiliza construções de meados de 1700 como a
Catedral Nossa Senhora da Piedade. Partindo para Guaratinguetá, terra de Frei Galvão, o primeiro santo católico
brasileiro, aonde encontra-se a Catedral de Santo Antônio, datada de 1630, que
possui um altar em estilo barroco misturado ao rococó mineiro com uma imagem em
tamanho natural de Frei Galvão!
O
ritmo da cavalgada deu uma boa adiantada e os cavaleiros começaram a descida da
serra rumo a Paraty, quando passaram por Rocinha e Cunha, uma cidade localizada já na Serra do Mar, originária de 1695 e repleta de pousadas charmosas e com um
cenário que causa encantamento nos turistas. Na história desta cidade, conta-se
que no início do século XVIII, a grande movimentação
de tropas pelo local atraiu bandidos e saqueadores atraídos pelo ouro que vinha
de Minais Gerais, para embarcar em Paraty, rumo a Portugal. A cidade também foi
palco da revolução Constitucionalista de 1932.
Finalmente, no fim de semana de 04 de junho, os cavaleiros chegaram a Paraty, finalizando o encantador e extenso Caminho do Ouro nesta
paradisíaca cidade do século 17. A famosa igreja de Nossa Senhora dos Remédios é um dos
ícones da cidade, sendo construída em 1873 em estilo neoclássico. Localizada em
uma baía que reúne mais de 300 praias e dezenas de ilhas, Paraty exercia, no
Caminho do Ouro, a função de entreposto fiscal. A Estrada Real da cidade foi construída pelos escravos entre
os séculos XVII e XIX, a partir de trilhas dos índios guaianazes, e atualmente
está bastante preservada e se encontra envolta pela exuberância da Mata
Atlântica do Parque Nacional da Serra da Bocaina. Porém, a visitação só é permitida com
guias autorizados, pois o Caminho hoje passa por propriedades particulares.
“Tem lugares que tu sentes mais perto de Deus!”, exclamou José Henrique
Castejon, ao completar mais este caminho da cavalgada.
Partindo
de Paraty esta semana, dia 06/06, os
cavaleiros iniciam o terceiro caminho da Estrada Real: o CAMINHO NOVO, que segue de Petrópolis/RJ a Ouro Preto/ MG!
Acompanhe nos próximos textos momentos incríveis desta grande aventura!
Cavalgada do Sertão ao
Mar:
Caminho Novo já foi
desbravado, completando 1.500km de história!
A terceira etapa da saga histórica desbravando o Caminho
Novo durou 18 dias de junho: os cavaleiros partiram de Porto Estrela/RJ rumo a
Ouro Preto no início do mês, percorrendo um trecho de 515 quilômetros concluindo
mais este caminho. Agora, a cavalgada Do Sertão ao Mar – Pelos Caminhos da
Estrada Real está próxima de chegar ao final!
Foto: Casa do Quinto –
Ouro Branco/ MG (Divulgação Facebook)
Em
1669, uma Carta-Régia
endereçada a Artur de Sá Menezes, então Governador da Capitania do Rio de
Janeiro, autorizava a abertura do novo caminho para facilitar o transporte do
ouro e pedras preciosas de Minas Gerais para o Rio de Janeiro, evitando o
antigo caminho. Nascia, assim, o Caminho
Novo, que se inicia em Porto Estrela e Magé/RJ, construído com objetivo de
tornar a viagem a Ouro Preto/MG mais rápida do que o Caminho Velho. O trajeto
completo soma 515km e 63% dele é formado por estrada de terra. Magé era
passagem obrigatória para quem subia a serra de Petrópolis e para o transporte
de cargas.
Dia
09/06, a cavalgada passava por
Petrópolis, Itaipava, Pedro do Rio e Secretário. Neste trecho destaca-se
Petrópolis, que foi capital do Estado durante 9 anos e chamada “cidade
imperial” devido sua história com o Brasil, tendo abrigado a primeira estrada
ferroviária do país. Entre as construções históricas do local, está a Casa da
Princesa Isabel. Em seguida, os cavaleiros andaram 41 quilômetros e passaram
por Inconfidência, Queima Sangue e Paraíba do Sul, cidade aonde, em meados de
1681, Garcia Rodrigues Pires, filho do Bandeirante Fernão Dias, vislumbrou e
iniciou a abertura do Caminho Novo em 1683.
No
dia seguinte, 10/06, os cavaleiros deixavam
o Estado do Rio de Janeiro para trás e começavam a cavalgada pelas terras de
Minas Gerais ao passarem por Simão Pereira e Matias Barbosa, cidade cujos registros históricos, abrigava postos de fiscalização
e alfândega interna e onde eram cobrados os tributos das mercadorias pela Coroa
Portuguesa.
O
próximo destino da Cavalgada do Sertão ao Mar foi Juiz de Fora, que dá acesso
ao famoso Parque Estadual de Ibitipoca, seguido do município de Ewbank da
Câmara que, ao lado da Estação Ferroviária, abriga uma “gruta abençoada”,
segundo narrativa dos nativos do município; outra cidade por onde a cavalgada
passou foi Santos Dumont, terra natal do pai da aviação Alberto Santos Dumont, cujo berço de nascimento, a fazenda de Cabangu
abriga atualmente um museu que traz toda sua história, sendo muito visitado na
cidade.
Saindo
de Juiz de Fora, os cavaleiros partiram rumo a Antônio Carlos; porém, um pouco
antes, entre Santos Dumont e Antônio Carlos, os cavalos marcharam por quase 6
horas sem encontrar água corrente pelo caminho. “Quando paramos para dar água para os animais, Hornero da Vassoural
tomou água de bica do Chafariz da Serra, sendo necessárias várias viagens
d´água numa pequena vasilha plástica improvisada”, recordou José Henrique
Meirelles Castejon.
Em
seguida, na manhã de 14 de junho,
saindo rumo a Barbacena, eles enfrentaram um frio de 7 graus. Cavalgaram passando
por Barbacena e Ressaquinha e, no Bairro Ressaca, avistaram a restauração da
Igreja Nossa Senhora da Glória. “Pelos Caminhos da Estrada Real passamos
por muitas igrejas lindas, as vezes suntuosas outra vezes simples, mas todas
com sua beleza. Muitas, datam da época de Colônia do Brasil. Interessante notar
a importância da religião nestas épocas, representada por todas estas igrejas
ao longo dos 4 Caminhos. Notamos que qualquer bairro tem sua igreja”, complementa Zé Henrique.
Passando
por Conselheiro Lafayete, dia 18 de
junho, os cavaleiros enfrentaram mais uma manhã gelada, amanhecendo com 5º.
Esta cidade abriga a jazida de manganês do Morro da Mina, considerada na década
de 40 a maior do mundo na extração deste minério. Em 20 de junho, a tropa partiu para Ouro Branco – município que possui
suntuosas construções setecentistas, como a Matriz da Santo Antônio de Ouro
Branco, que apresenta claramente a arquitetura religiosa do século 18 marcada
pelas obras de Aleijadinho. Ainda neste município, os cavaleiros visitaram a Casa do Quinto,
na Fazenda Carreiras, local onde os portugueses cobravam o imposto - o quinto -
quando o ouro "descia" para Paraty.
Em seguida, a tropa rumou para Lavras Novas, cidade
originária da miscigenação dos quilombos com as milícias do período colonial –
retornando a Ouro Preto novamente no dia 21
de junho, e encerrando os últimos 35 quilômetros do Caminho Novo da Estrada
Real visitando a Igreja São Francisco de Assis, protetor dos animais!
Dia
22 de junho, os cavaleiros e a tropa
descansam na Fazenda Recanto da Montanha, aonde recarregam as energias para finalizar
os últimos dias da Cavaldada do Sertão ao Mar. De lá, partem rumo ao Caminho do Sabarabuçu, com 160 km de
Glaura a Cocais, previsto para ser concluído em apenas 5 dias – trecho final
que será abordado no texto 6, narração final desta grande aventura!
Foto: Momento que o cavaleiro leva água para Hornero da Vassoural, em uma vasilha improvisada(Divulgação Facebook)
___________________________________________________________________________
Assinar:
Postagens (Atom)





























